O problema do amor é a “Síndrome da Loja de Doces”
Enviado em 10 de Junho de 2008
Publicado por Leonardo Oliverio | Enviar por e-mail
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Por ser semana dos namorados, me deparei há uns dias com um texto do Aldo Novak, coach e autor de inúmeros artigos disponíveis na internet, que falava exatamente sobre a dificuldade de se manter um relacionamento estável e durável com uma única pessoa.
Entre as teses apresentadas a ele num evento, umas coerentes e outras completamente absurdas, a mais interessante é a que diz que tudo relacionado ao amor é culpa da “Síndrome da Loja de Doces”. Bom, e o que seria isso? É simples. Assim que entramos numa loja de doces, um sempre nos chama a atenção, e normalmente acabamos pedindo este. Muitas vezes, nem sequer acabamos o primeiro doce e um segundo já se torna alvo de nosso desejo e aí vem a dúvida: “Será que não seria melhor experimentar o outro doce? Ele parece melhor, mais gostoso… perfeito para mim!”
Nesse momento uns pensam: “Da próxima vez que vier escolherei aquele”. Já outros experimentam o segundo doce, mesmo sem ter terminado o primeiro. E por fim, outros que já estão de olho num terceiro enquanto experimentam o segundo.
A chave disso tudo é que sempre estamos escolhendo entre inúmeras opções. Tê-las em quantidade é pior que não ter nenhuma. O que precisamos aprender é que não há a pessoa ideal a se buscar (isso é muito relativo, cada um tem o seu próprio ideal!), e quando estamos com alguém, devemos ter em mente que sempre aparecerá uma que tem uma determinada qualidade melhor do que o seu parceiro ou parceira.
O que nos atrai é o conjunto de qualidades e defeitos que é único em cada um de nós. Pessoas vão e vem, e sempre com qualidade superior em um determinado aspecto, mas no todo, normalmente não valem mais do que a que você esta junto. E é justamente aí que mora o perigo. Se você se prende a uma única característica, provavelmente ficará pulando de galho em galho a vida toda, testando doces, enquanto aquele que é verdadeiramente o melhor pra você azedará e você acabará perdendo a chance.
Aproveitando a conclusão do Aldo, “A vida não é uma loja de doces. E, se for, lembre-se de que quem tudo quer, tudo perde. Escolha o doce e pare de comparar o tempo todo com outros. A comparação deve acontecer antes da escolha, com muito cuidado. Quem compara, depois, sempre sente que está perdendo algo. Quem sente isso, se comporta para deixar de perder e, ironicamente, acaba perdendo algo ainda melhor.”
Feliz dia dos namorados!
Até a proxima!